10 de janeiro de 2012

24 de dezembro de 2011

Criar asas

Queria ter a serenidade e a sabedoria de um monge budista,

Enfrentar a velocidade da modernidade com muita calma, criatividade

E até mesmo com um pouco de preguiça,

Muitos banhos de chuva pra renovar a esperança e a alegria,

Sensibilidade pra enxergar a felicidade em tudo que há de mais simples,

Liberdade pra realizar,

Intensidade pra amar,

Nunca deixar de sentir,

Me apaixonar, me indignar, me emocionar,

Despertar para um novo dia, com muitos sonhos,

Acreditar, criar asas e voar.

18 de dezembro de 2011

A partilha

Da ordem, já estou farto,
Essa bandeira está fora de moda
As cores foram roubadas,
O amarelo ouro foi pra Europa,
O verde louro se esvai em queimadas,
Torna o azul cada vez mais cinza,
E a sua forma,
Não vai além de quadrada,

O progresso que é para poucos,
Se decide nas madrugadas
Na surdina de assembleias ocultas,
Com votos secretos e marteladas
Ninguém duvida dos índices de crescimento,
Estamos certos que o bolo continua crescendo
Mas, se esqueceram de nos oferecer um pedaço,
Vamos a luta e tomamos de assalto.

10 de dezembro de 2011

7 de outubro de 2011

Sarau na Paulista

Poesia na Casa das Rosas

Sérgio Vaz e suas metáforas

Foi pétala pra todo lado,

Em plena avenida paulista,

Os muros sumiram do mapa,

Os prédios se encheram de espinhos

Os pássaros cantavam a liberdade

Em forma de serenata

Do asfalto, brotou um lindo jardim

O céu se abriu em jasmim

Era início da madrugada.

4 de outubro de 2011

24 de julho de 2011

26 de junho de 2011

Bom senso

O bom senso se faz tão importante,
À sociedade desinformada e inoperante,
A burguesia manipula os alienados
Que iludidos com sonhos de consumo,
Não se atentam aos fatos,

Não por falta de informação,
Papel dos meios de comunicação,
Que plantam notícias,
Semeiam a discórdia,
De acordo com a ocasião,

Infiltrados ao poder público,
Com interesses privados,
Fazem de um povo pré moldado
Mera massa de manobra,
À manutenção do próprio reinado,

Mantêm as pessoas em frente a televisão,
Entretidas com a fútil programação,
Distraídas com o velho pão e circo,
Não oferecem resistência
Ao disfarçado inimigo

O atual sistema capitalista,
Intrinsecamente desigual e individualista
Alimenta-se da ignorância e servidão,
Dispersa qualquer possibilidade
De luta e revolução.

8 de maio de 2011

3 de maio de 2011

Mão invisível

Anseios contidos,
Infindáveis desejos
Empacotados
Para dias tranquilos

Planos enlatados
Nas prateleiras da rotina
Sonhos bem embrulhados
Cambiados por mercadorias

Cotidiano engendrado
Na mão grande
Do astuto Deus
Livre mercado

Que ilude a razão,
Raciona a ilusão,
Dissipa as afinidades
Desfia as possibilidades,
De sonharmos em comunhão.

4 de abril de 2011

2 de abril de 2011

Sociedade de concreto

Caminhar infeliz
De uns tantos desumanos
Ao progresso do concreto

Insaciáveis sonhos
De crescimento econômico,
Ostentação e poder

Prazeres submersos
No vazio social
Da eterna busca pelo capital

Insensível melodia
De enfadonhos dias,
Imensa falta de ousadia

Sabedoria descabida,
Insensata serventia,
Mundana fotografia.

24 de março de 2010

10 de janeiro de 2010

Ordem e Progresso

Adaptar-nos ao inadaptável,
Impossibilitar o improvável,
Dissociar o sociável,

Programar o imprevisto,
Estimular o sincronismo,
Reduzir riscos,

Alienar os oprimidos,
Reprimir o grito dos destemidos,
Sufocar qualquer movimentação de reação,

Viabilizar o senso comum
E dentro de determinados padrões,
Formar opiniões,

Qualificar a mão de obra
E quantificar o conhecimento,
Atingir o tão esperado crescimento,

Segregar a sociedade por classes,
Estritamente determinadas pelo dinheiro,
Incentivar o consumo, criar objetos de desejo

Vender a felicidade
E difundir a esperança
Em suaves prestações,

Capitalizar sonhos
E precificar seres
No imenso mercado de ilusões.



28 de dezembro de 2009

7 de setembro de 2009

Cores e sombras


Em tempos de paz

Simples assim,

O nascimento de um filho,
O carinho da mãe,
Um abraço do pai,


Um singelo sorriso
Reencontrar bons amigos,
E as lágrimas caem

Simples assim,

A brisa suave,
O canto dos pássaros,
Uma lembrança me apraz

Os primeiros sentidos,
Um mundo todo colorido,
De belezas naturais

Simples Assim,

O sabor da fruta,
Saciar a sede,
Um mergulho no mar,

O por do sol,
O céu estrelado,
Um prazer ao luar

Simples assim,

A poesia que corta,
A música que envolve
O amor dos mortais,


Acordar com um beijo,
Despertar um desejo
Intenso e voraz,


Um momento de êxtase,
Um silêncio que grita:
- Também quero mais!

Assim,

Da forma mais simples,

A vida é tão bela,
Em tempos de paz.

As montanhas de Jujuy - Argentina

27 de agosto de 2009

22 de agosto de 2009

Isla del sol - parte sur - Bolívia


Isla del sol

O horizonte é amplo,
A paisagem encantadora
E o lago, apesar de salgado,
Tem a brisa doce

Fonte de energia incessante,
Energia que estimula,
Faz acreditar
E que também acalma,
Faz refletir e recordar

Num ambiente que transborda paz,
A paz vem do céu, dos pássaros,
A paz vem das árvores, das montanhas,
A paz vem da areia, do lago,
Da Ilha do Sol.

Isla del Sol - parte norte - Bolívia


Salar de Uyuni - Bolívia


19 de agosto de 2009

El lago Titikaka - Puno - Perú


Raros lampejos

Atormentado com o real
Sem gana, ambição material,
Com ideias dispersas
De um ideal,
Distante
Como num sonho
Interrompido


Busco inspiração
No oculto da noite
Sem lua
Ou estrela
Não encontro sinal

­­­Em outra dimensão,
Inicio uma viagem
Experimental,
Flerto com o desconhecido
Abstrato espiritual

A esperança ressurge
Ao avistar
Uma pequena luz
Com raros lampejos,
Num vislumbre sentimental.

Arica - Chile


Entre nuvens


18 de agosto de 2009

Nocivo

Altamente corrosivo, nocivo,
Venenoso, prejudicial à saúde mental,
Desprezo e desrespeito intelectual

Alienadores e manipuladores
De uma massa homogeneizada através do tempo,
Com informações articuladas,
Por farsas orquestradas,
Pela elite disfarçada de novela e telejornal.

La mano...