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18 de março de 2014

O Brasil e o jornalismo

jornalista clama pela alta dos juros 
E pede a redução dos gastos públicos, 
Diz que a inflação está voltando, 
A balança comercial decepcionando, 
O colunista afirma que os salários estão muito altos  
E que dessa maneira a indústria brasileira não tem como competir no mercado globalizado
-Já paga tanto imposto 
O índice de crescimento econômico dá desgosto
(Nessa hora, vale até comparar com a China) 
Os escândalos de corrupção não param de pipocar 
Mas aquele de dez anos atrás, continua a se destacar 
"O maior esquema de corrupção de todos os tempos" 
O rei do futebol diz que os estádios são de primeiro mundo, 
Que sem grandes investimentos, não tem Copa do Mundo, 
Mas não tem dúvida,
Será uma grande evento,
-Os protestos passam, mas o progresso fica!
O entusiasta afirma.
Na Venezuela, estudantes e manifestantes protestam contra o governo e queimam prédios públicos, 
No Brasil, os vândalos mascarados precisam ser punidos
Com leis antiterrorismo,
A comentarista pede mais força policial 
A violência aumenta, a polícia mata, a imprensa cala, 
Um cinegrafista morre, o sangue escorre em horário nobre, 
Com culpados apontados em telefone sem fio,
Os garis deixam a cidade imunda em pleno carnaval, 
-Isto é uma vergonha 
(Os políticos jogam a sujeira pra debaixo do tapete e tentam reprimir a greve com ameaças e demissões, 
Os trabalhadores puxam o tapete persa dos gabinetes oficiais e sindicais 
E conseguem uma vitória histórica, que por motivos extra oficiais,
Não será televisionada)

Enquanto isso...
Nas avenidas "Brasil" 
A polícia atira, recolhe e arrasta 
Trabalhadora negra atingida por bala encontrada 
Que não resiste aos ferimentos 
E morre a caminho do funeral.

6 de março de 2013

Libertadores da América

 05 de Março de 2013

Grêmio e Caracas jogam pela Copa Libertadores da América.

A equipe de Caracas perdeu hoje o seu “incha” Hugo Rafael Chávez Frias, que não era fanático por futebol, mas declarava o seu apoio à equipe da capital venezuelana.

O tenente coronel Chávez começou a sua trajetória política dentro do quartel, onde liderou um grupo de soldados em 1992, quando tentou derrubar o governo de Carlos Andrés Pérez. No episódio o tenente Hugo Chávez foi preso e apesar do golpe não ter sido bem sucedido, sua figura passou a ser conhecida nacionalmente.

Hugo Chávez ficou marcado por sua luta incansável pelo bolivarianismo. O projeto de governo que buscava resgatar a história e a cultura de seu país e da América Latina desde 1999, quando se tornou presidente de forma democrática. Em seu governo, além de mudar a constituição da Venezuela, mudou a realidade do povo de seu país, principalmente, das classes menos favorecidas que haviam sido abandonadas pelos governantes anteriores.

Chávez sofreu duros golpes da burguesia venezuelana, por vezes através da “carcomídia”, por outras, através de setores estratégicos da economia, uma tentativa de golpe de estado em 2002, mas se manteve firme na luta e venceu por diversas vezes, nas urnas, os golpistas que o chamavam de ditador. Como presidente, resgatou grande parte da população que vivia em situação de miséria na Venezuela e ofereceu acesso a saúde e a educação àqueles que nunca tiveram seus direitos atendidos.

 Hugo Chávez não tinha medo de enfrentar as “potências” mundiais e fazer alianças com países que sofrem sanções ou embargos por não seguirem a lógica capitalista. Através de uma dessas alianças Chávez idealizou a ALBA, Alternativa Bolivariana para os Povos da Nossa América. A ALBA teve inicio em 2004 através de acordos entre Cuba e Venezuela. Cuba enviava médicos para atuar nas periferias venezuelanas, enquanto, a Venezuela abastecia Cuba com o seu petróleo. Os principais objetivos da alternativa bolivariana são; a integração regional de países latino americanos, a redução das desigualdades sociais através da complementação econômica entre os participantes, a correção de assimetrias históricas, o resgate da identidade histórica e cultural e o desenvolvimento sócio econômico do bloco. O projeto vai muito além de incentivos para o aumento do comércio regional e do crescimento econômico concentrado que geralmente ocorre nos acordos de livre comércio.

Chávez dedicou sua vida a Venezuela e ao sonho de integração da grande pátria latino americana.

O tenente coronel Chávez morreu armado, lutando contra um câncer. Assim como, Emiliano Zapata, morreu em pé, nunca se ajoelhou ao poder imperialista.
Como Simon Bolívar, Hugo Chávez “é” um legítimo libertador da América.